Ouça o texto abaixo

 

Hoje sua voz tem passagem livre por aqui, meu poetinha.

Abril é todinho seu e eu prometi não ficar muda pra falar de amor da minha ancestralidade, daqueles que contribuíram com cada tijolinho dessa grande e inacabada Catedral que sou.

E esse lugar me colocou no seu.

No seu lugar mais alegre, naquele que, frequentemente, você se apresentava quando se despia da sua dureza, da austeridade e da sisudez.

De manhã, pelo meu caminho até aqui encontrei algumas Agaves e imediatamente lembrei dos seus poemas.

Você reparou que elas estão floridas, papito? Até parecia que os pedúnculos estavam ofertando seu bolo de aniversário, aí para a direção que eu julgo que você esteja nesse momento.

Inundada pela graça de receber a brisa fresca, olhando com amor para a Ilha em que tudo começou, transformou minha mente numa grande sala de cinema, do trailer aos créditos finais.

Eu vi você consertando aquela rede, enquanto o peixe fritando invadia meus pulmões (“Ai ai aiiin” você diria…).

Enquanto aquele rádio de design duvidoso tentava contato não muito imediato com a BBC de Londres.

Enquanto minha alma se enchia de orgulho e gratidão por ter podido ver a nobreza sendo talhada em você, feito aquela amizade que nasceu aos olhos de abril.

Por crescer em mim através das suas falhas.

Por ter cunhado tão profundo na memória dessa filha, os seus últimos olhares de redenção.

Pela permissão, sempre tão fresca, de conseguir ler você.

Foi o melhor mergulho de todos os tempos!

E eu não posso furtar a oportunidade de homenageá-lo.

 

 

“MÃE E FILHA” MINHAS AMANTES

(Servinho)

“Mãe e filha” minhas amantes

Não me declarando antes

Talvez… Segredo no amar!

Triângulo amoroso, não proibido

Num grande afeto constituído

Que o destino veio marcar.

Envolvido no sonho de adolescente

Visando o mundo na minha frente

Fui palmilhando atrás de aventuras

E ao desabrochar a vaidade

Assim procedeu, porém sem maldade

Passei a amar duas “criaturas”!

A “filha da mãe” foi companheira

Meiga, afetiva, virtuosa, faceira

Fomos duas metades, uma só fruta!

Nove sementes foram plantadas

Com amor e carinho bem cultivadas

Nove “troféus”, isso me exulta!

Percorrendo a estrada longa da vida

A nossa jornada era bem dividida

Objetivando, juntinhos, obter a vitória

Este tal fruto bem consequente

Filhos sadios e bem aparentes

Duas metades, enfim… uma glória.

Após exausta e longa lida

A filha risonha, por vezes sofrida

Deus ordenou, foi morar no céu

A transformação foi verdadeira

Na recíproca tão costumeira

Tornou-me a vida um fosco véu!

Aluído, fez pausar-me num Porto

Iluminado, deciso, após desconforto

Consolado, pensando na “mãe da filha”!

Do infortúnio passado me reergui

Olhei para frente, então eu vi

Uma imagem natural, naturalmente uma ilha.

Minha paixão ali reacendeu

Pela “mãe da filha”, da qual nasceu

Decorada imagem, cortina singela!

Sonho?! Realidade?! Isto não sei.

Amando, admirando, me declarei,

A “mãe formosa”, nada mais que ILHABELA.

Fostes por Deus tão arquitetada

Em nosso litoral, aqui implantada

Estética divina e formosura

Tua horizontal em linhas tortas

Entrada franca será sempre tua porta

A imagem de Deus, és a figura

Ilhabela em si tão generosa

Concebestes “aqui jaz” tão formosa

A Mercedes que foi tão companheira

Duas imagens tão deslumbrantes

És “mãe e filha” minhas amantes

Pois serão belas… a vida inteira.

 

Coluna

 

 

Colunista

 

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.