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A Unicamp conquistou este ano um feito inédito. Entre as melhores da América do Sul, a universidade comemorou a formatura da primeira turma de alunos cotistas de Medicina. Do total, 40% dos formandos vêm de políticas afirmativas. É uma vitória do Brasil.

No caso da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as cotas se referem às políticas étnico-raciais. São pretos, pardos e indígenas.

A Diretoria Acadêmica da Unicamp informou que, entre 2017 e 2022, o número de estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas aumentou 91%.

Cada vez mais diversidade

Em 2017, quando as cotas foram aprovadas, o grupo representava 14,8% dos matriculados nos cursos de Graduação e Pós-Graduação, enquanto em 2022 passou a somar 26,5%, com 8.575 estudantes.

No mesmo mês, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) também comemorou a conclusão da primeira turma com ingresso por cotas raciais.

Na USP, 50% das vagas são reservadas para cotistas, sendo 36% destinadas a estudantes pretos, pardos e indígenas.

Mais ampliação

Para 2025, a Unicamp vai colocar em prática duas novas modalidades de reserva de vagas foram anunciadas.

A primeira é um programa piloto para a contratação de professores doutores pretos e pardos e de pessoas com deficiência (PCDs) na carreira do magistério superior.

A segunda é a implementação de cotas para PCDs nos cursos de graduação, reservando uma ou duas vagas por curso, ou até 5% do total, dependendo da oferta de vagas adicionais.

Concorrência para docentes

No caso das vagas docentes, candidatos PCDs poderão concorrer simultaneamente às vagas de ampla concorrência e às reservadas, sendo aprovados conforme a classificação.

Já para as vagas de graduação, a inscrição incluirá a apresentação de documentos médicos, que serão avaliados por uma junta especializada.

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