Marcia Costa Diniz, paulistana, moradora da Ilha desde 1998, trabalha com hospedagem, cursou a faculdade de ciências sociais da USP, mãe do Vinicius e da Luiza, ela ira tratar temas relacionados com a mulher com o olhar feminino e como mãe de um menino, para mudarmos diversos paradigmas.

By Marcia Diniz
No Brasil há punição para stalkers, mais conhecidos como obcecados. Adivinha qual o alvo destas pessoas? Mulheres. Além de nos perseguirem, os mesmos se sentem no direito de arrancar sua privacidade. Sim, já passei por isso. É extremamente revoltante e a sensação de impotência é gigante. Mas amigos, estas pessoas não estão longe. Aliás vejo muitas mulheres fazendo isso para ridiculizar as outras.
Em uma situação tive uma foto printada do meu Facebook. Na ocasião da fotografia eu tinha 17 anos e estava num dia ruim, mas a pessoa fez o print e espalhou em um grupo de WhatsApp ao qual eu não pertencia. Por sorte uma outra mulher cutucou a cena, provocou os presentes e me mostrou a foto. Hummmm, foi péssimo, não pela foto em si, mas pela atitude de me ridicularizar. Até hoje não sei o que se passou na mente desta pessoa, uma mulher, para fazer a chacota.
Puro sarcasmo, maldade mas a troco de quê? Quando dizem que mulheres são machistas eu contraponho: a mulher replica o machismo para uma determinada aceitação dos homens. Se uma pessoa se utiliza de um registro feito há 20 anos atrás para ter alguma aceitação, sinto dizer ela não se sente aceita. Esta sensação é horrível, partilho dela mas no geral. Sem gênero ou orientações. Concluindo: a rivalidade feminina alimenta o patriarcado, nos humilha, sendo que devíamos nos unir. Mas há muito chão a percorrer e muita lenha para queimar.
Então que possamos percorrer e também queimar de vez estes comportamentos sórdidos.
Fiquem bem amores!


