Olá belos dessa Ilha e queridos do mundo afora!
Que estejamos, todos, bem.
Eu preciso dizer que eu passei algum tempo refletindo sobre como abordar esse tema, especialmente considerando a minha inabilidade para tal e a forma sensacionalistas como as tragédias são comumente tratadas.
Contudo, não existe outro assunto nesse momento.
Estamos assistindo algo de um impacto que nem os meus mais de meio século me permitiu ver, de forma tão catastrófica.
(Video)
https://www.facebook.com/share/v/yn5HakF4YPXGtgva/?mibextid=1hYEk3
Há algumas semanas atrás, eu salvei esse vídeo para assistir mais tarde, em função do meu déficit de entendimento dos assuntos da física. Por fim, minha inquietação foi presenteada e o vídeo trouxe um pouco de luz ás minhas reflexões.
Mesmo tendo sido uma péssima aluna em física e preferi ouvir o que ele e meu coração tinham a dizer, um ao outro. E tudo que percebi foi que existe algo entre Deus e a ciência, e que está absolutamente alinhado. Respirei a certeza de essa teoria retrata de maneira extremamente visível e experimentável em todas as coisas, se a gente se permitir ver e sentí-las.
Mesmo em estado letárgico e hipnotizada pelos movimentos, meus olhos foram incapazes de negar esse balé tão lindo e a reação que cada movimento que essas ações coloridas estavam promovendo. Tão envolvente… E minha alma ganhou um pouco de calma.
Segui no exercício de observar o caminho do compasso e a progressão ao descompasso, o triste desalinho. A maneira ritmada e fluida, o preparo para a volta ao princípio. O recomeço.
E entender que o papel do caos é produzir inovações, promover a adaptação das mudanças, para que a ordem possa emergir da desordem. E finalmente, tudo possa estar harmonizado novamente. E toda essa vivência se fez poesia em mim.
Ainda um pouco tonta do que tenho visto e ouvido nas ultimas semanas, me somo às dores do meu irmão Gaúcho, tentando o exercício da resignação.
E expressar que estou aqui, ansiosamente, aguardando o momento em que as esferas coloridas de todas as vitimas dessa hecatombe voltem ao seu alinhamento inicial. No meu mais profundo silêncio, dentro de mim, um mantra ecoa. Tudo que eu ouço é: harmonia… harmonia… harmonia…
Por todo o Rio Grande do Sul.


