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No final do último ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes sobre atividade física e comportamento sedentário. O documento defende que a prática de exercícios deve ser frequente em todas as pessoas, independente da idade. No caso dos adultos, recomenda-se 60 minutos por dia para crianças e adolescentes e os adultos podem subir esse tempo de acordo com a supervisão médica e ou profissional da área esportiva escolhida.

A cada dia aumentam o número de pessoas sedentárias e até cinco milhões de mortes poderiam ser evitadas, todos os anos, se a população mundial fosse mais ativa. Mas não é só isso: Segundo o profissional de educação física Henrique Cruz, o sedentarismo tem relação direta com a obesidade – presente em 10% da população mundial e doenças associadas como hipertensão, diabetes tipo 2, asma, esteatose, apneia do sono, cancro, doenças cardiovasculares e câncer.

Segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP (FAPESP), uma recente pesquisa realizada com 938 brasileiros que contraíram Covid-19 constatou diminuição de 34% em casos de internação em pessoas ativas. Infelizmente, os dados levantados pela OMS revelam que um em cada quatro adultos não praticam atividade física suficiente. No caso dos adolescentes, a situação é ainda mais crítica: quatro em cada cinco pessoas são sedentárias. Além dos riscos supracitados, esses números geram um custo bilionário para a saúde pública.

A importância do esporte para a manutenção da saúde física é indiscutível. Mas, os benefícios também envolvem a saúde mental. “Estudos apontam que transtornos mentais são minimizados e, em alguns casos, o esporte é um pilar importante no tratamento da depressão. A socialização também é determinante para o bem-estar dos praticantes”. Através da liberação de neurotransmissores que melhoram o funcionamento cerebral, é possível sentir um bem-estar global. Hormônios como serotonina, endorfina e feniletilamina atuam no humor, redução da irritabilidade e melhoram da disposição e produtividade. A autoestima também sai ganhando quando metas são superadas.

Uma modalidade para chamar de sua

Quem busca sair do sedentarismo deve, em primeiro lugar, levar em consideração as próprias afinidades. “A dica é encontrar uma atividade que simpatize. Dentro do universo da atividade física existem inúmeras possibilidades a serem exploradas: futebol, musculação, funcional, vôlei, corrida de rua, natação, crossfit… Se identificar com o esporte é um pilar importante para garantir continuidade. A continuidade gera resultados como perda de peso, aumento da resistência, melhor mobilidade, segurança e agilidade para executar tarefas do dia a dia. Por fim, os resultados geram motivação”, explica o profissional de educação física.

A boa notícia é que a busca por uma vida saudável pode começar a qualquer momento. “Sempre é tempo de dar o primeiro passo, inclusive na terceira idade. A partir dos 65 anos, por exemplo, é importante que o indivíduo foque em atividades que trabalham equilíbrio, coordenação e fortalecimento muscular, responsáveis pela autonomia do idoso”. Mas, para isso, é aconselhável buscar ajuda profissional: “Antes de começar, é imprescindível realizar um check-up para descartar possíveis limitações. A avaliação de um profissional de educação física também é indispensável para descobrir se existem lesões e até o grau de condicionamento físico da pessoa”.

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