Quem é a Mey – nossa colunista publicitaria.
Fera.
Bicho.
Anjo.
Mulher.
Comunicóloga por formação e feliz por insistência, profissional em um pouquinho de cada coisa, garimpadora de pistas para desvendar essa vida.
…E xereta.

Com licença, meus queridos…
Mas, aquele banho não foi um banho qualquer! Um sabonete de carambola é um poderoso agente transportador a um mergulho, nas lacunas da vida (e ele se mostrou muito preparado pra isso).
Aos espaços, que ela teima em ocupar de caraminholas, muitas vezes.
Tentar entender que, preenchê-los empreende um pouco da gente, além de não ser das mais simples missões do status de ser humano.
Esse mergulho trouxe uma inquietação, feito aquela alga na superfície da onda, sabe?
Não basta estar. Se a maré não estiver favorável ao transporte da alga, não existe correspondência ali. Imediatamente ela foi levada aos bancos escolares onde matutava sobre as respostas da primeira fileira de exercícios, com as da segunda. As experiências contábeis das Partidas Dobradas. A ilustração tão simples no símbolo do Yin e Yang…
Casagrande fala sobre o jogador que joga de cabeça erguida (aquele que olha menos para a bola), é o jogador que tem a melhor visão de jogo. E conta do entrosamento com o Sócrates: Sendo o segundo um jogador tão ou mais genial, o trabalho do primeiro era se fazer ser visto… estar… para que efetivamente eles pudessem entregar aquelas preciosidades que todos conhecemos.
E olha que ela nem é corintiana.
Correspondência era um termo muito usado, com muita funcionalidade, quando ela era menina. Nas cartas que prendiam (no melhor dos sentidos) pessoas.
Normalmente por muito tempo.
Essas cartas produziam um fluxo incrível entre remetente e destinatário, laços mágicos, vibrando e ecoando o tempo todo.
Elas não estavam apenas conectadas. As pessoas estavam se utilizando da simetria, da reciprocidade. As pessoas estavam se amalgamando. Mutuamente.
Bem… Nada emerge como imergiu.
Sendo assim, ela acredita que, se a gente tentar uma equação (mesmo a passos bem miudinhos), nos noves fora a gente consegue uma resposta satisfatória.
O que pega, aí nessa brincadeira, é a tal da métrica.
Mas aí, é um dia por vez, afinal, ela nem é de exatas.
Eu acho que, nessa conversa, ela está querendo me dizer uma coisa: estar conectado não atribui a ninguém a condição de estar correspondendo a algo /alguma coisa /alguém.
Devo refletir sobre isso.
Ela também quer deixar bem claro que, banho ela toma todo dia, O sabonete de Carambola foi só uma alegoria, mas que ele foi fundamental na correspondência dessa conversa, ah isso ele foi!
Eu, Mey, atravesso hoje, esse portal, com muito amor.
Porque você existe. E eu preciso de você.
Obrigada


